Uma incógnita? É, dizem. E o que querem dizer com incógnita? Ser uma exclamação me excita. A idéia de ser uma interrogação me excita também. É sempre uma incógnita. E a parte mais excitante é meu crescimento, conforme vou mudando durante a vida, e continuo a ser uma incógnita. Isso é ser uma incógnita? Então, eu tenho algo à dizer, e conseqüentemente, isto me define.
Este novo trabalho "acho que não sou só eu" é um balanço pessoal. Como se estivesse passando à limpo tudo o que eu vivi até agora. E eu vou fundo nessa avaliação, nessa pesagem, para jogar fora o que não me interessa e preservar o que me interessa. Já posso até prever, que preservarei o trabalho de grupo. Ah, este sim. Porque cada dia que passa, mais eu acredito no grupo. Cada dia que passa, mais eu acredito na gargalhada. Cada dia que passa, mais eu acredito na leveza. Cada dia que passa, mais eu acredito na força do Sol, na energia solar atuando em cima das pessoas. Cada dia que passa, mais eu quero ser feliz. E cada dia que passa, mais eu vou batalhar para ser uma pessoa tranqüila diante de eu mesmo e diante do meu espelho. E agora, terminantemente, eu leio o jornal da quarta página. Eu não quero saber mais das primeiras páginas. Eu não quero mais as primeiras páginas, que vão falar daquelas coisas todas que passaram e já estão tão velhas. É assim, para re-começar.
Hoje é julho de 2009. Sou um código de 23 anos - o que não quer dizer absolutamente nada. Obviamente, todos esses anos mudaram minha visão sobre a vida. Então, isto me afetou como homem, como filho e como amigo - todas essas coisas. E agora, o que eu quero é uma vida boa, mas não quero um caminho fácil. Foi e é assim. O que dirá o futuro?